quinta-feira, 29 de julho de 2010




  No cotidiano vou me agarrar em músicas, em cartas, em fotos, em passagens de ônibus, em cantadas clichês, em livros, nos filmes noir, nos cigarros, nas cartas na mesa, na bebida, nas mensagens trocadas de madrugada, nos silêncios, nas despedidas, nos impulsos, nos sorrisos e caretas. Vou me agarrar nos sons, nos formatos das nuvens, nas estações do ano, nas danças, na praça, nos CDS jogados pela casa, nas unhas vermelhas, nos olhos, nas tatuagens, nas marcas, feridas.
  Eu vou me agarrar em coisas, em objetos, em pessoas, vou me agarrando, me decifrando aos poucos, desvendando meus mistérios, a minha sujeira.
   Fazendo tudo do jeito contrário que só eu sei fazer!